sexta-feira, 14 de agosto de 2009

BATMAM


Li a reportagem da veja sobre computação em nuvem, depois vi "o agente 86" e "Batmam", na tv. sempre achei o Batmam melhor que o agente 86, naquela época primeira, a de minha infância, onde o homem morcego era dublado por um canastrão, interpretado por um canastrão, filmado e pensado e executado por canastrões, e visto e adorado por milhões de canastrões no mundo todo.
Os ridículos do Batmam, com seus gordos atores, que hoje soam fracotes, mas na época, antes de anabolizantes, personal trainings (vai assim mesmo), e antes da medicina esportiva evoluir o tanto quanto evoluiu, eram os fortões. Seu roteiro precário, auto explicável, e mesmo quando era mudo, aquilo, para mim, é infinitamente superior a imbecilidades como "missão impossível". E por qual razão?
porque no Batmam, diferentemente dessas megaproduções americanas, havia dimensão do ridículo, do absurdo daquilo. O agente 86 é menos um seriado que uma ridicularização do próprio seriado. Você vê o tempo todo um deboche, um humor ácido contra sí mesmo. ninguém tenta convencer a você que existe um Tom Cruise que pilota aviões, é fiel à esposa(unica!!!!!!!!!!!!), bom carater, educado, forte, honesto, etc... , o ser humano nascer com um rosto daqueles já é um milagre em si, ai vão tentar aprimorar um milagre. é demais.
Falei de casos específicos, mas aplico ao geral, qualquer coisa levada à sério demais, descamba para o ridículo, o ridículo, a ironia, o deboche, são ferramentas imprescindíveis de quem quer comunicar algo. Jesus Cristo, usa de exageros cômicos para falar de coisas sérias, quando diz indagativamente, mas com clara intenção afirmativa, que um pai humano, com defeitos, com todas as misérias do humano, não daria pedras a um filho que pedisse peixes, que dirá Deus. Jesus sabia da força do humor e do exagero para comunicar algo, então usou desse expediente de forma genial, quando queria comunicar-se com seus espectadores de então e de sempre; conseguiu. Mas ele sempre consegue. sempre conseguirá.

3 comentários:

Mirse disse...

Muito bom!

Não li a reportagem, mas nem precisa, pois é óbvio que o Batman era um herói, deixava nas crianças as marcas do "SER HOMEM" herói, já o agente 86, é além de um humor meramente sarcástico, qual a mensagem que deixa nas crianças?

Nenhuma!

Para alguns adultos , pode ser...mesmo assim só conheço um.

Só como relato curioso, meu herói de infância e dos dias atuais, onde paro tudo e corro para ver, caso passe na TV´foi "O ZORRO".

Mas o Batman marcou épocas mais atuais.

Amei a postagem!

Beijos

Mirse

Moacy Cirne disse...

Meu caro,
como a Mirse, eu também não li a matéria em pauta. Mas gosto do Batman, sobretudo nas revistas em quadrinhos.

Um grande abraço.

Dilberto L. Rosa disse...

Discordo somente quanto ao "canastrão" que dublava: era o saudoso Francisco Milani, nos primeiros episódios, quem fazia a voz brasileira de Adam West! E, sim, tudo era canastrão, mas proposital: o teor da série era mesmo não levar nada a sério... Ponto positivo: era muito boa! Negativo: converteu em "bobagem", para muita gente, o que viesse dos Quadrinhos, inclusive o soturno personagem! Mas que era legal, isso era... As picardias são sempre bem-vindas: o humor é uma forma superior de inteligência!

P.S.: a séire Agente 86 era do fabuloso Mel Brooks, por isso era tão boa!