segunda-feira, 3 de agosto de 2009

VELÔ


Acusa-se o velho e bom baiano, caetano, de ser mais o velho e bom baiano de quando era jovem. Muitos o fazem com agressividade, com um ressentimento indubitável, sentido no querer parecer-se isento, de ter uma independência como relação ao ídolo de outrora. O velhoe caê, o grande velô, tão amado por essa gente, agora é o careta de “vaca profana”, virou escravo de si mesmo, ou desua arte.
Se diz, com toda razão, que ele já não é o mesmo. Se esquece que mesmo não tendo o brilho criativo dos áureos tempos, mesmo não tendo a inquietação natural que o fez diferente, ele se esforça por não se repetir, por ir por um caminho mais difícil, mais enviesado, mas criador. E em muitos momentos consegue, seja por música, seja por atitudes pessoais.
Caetano é um marco de nossa música, o maior agitador dela, com momentos de brilhantismo pessoal que se refletiram, no meu caso, refletem, por muitos indivíduos que o amaram, como eu, e que vêem nele um modelo de delicadeza, um homem grande, irrequieto e cheio de defeitos.
Por isso viva caê, viva e cante, pois agora não é mais você, é como chico, teu igual, cantou, agora você abre a voz e o tempo canta.



Um comentário:

Mirse disse...

Não para mim!

Esse cara tem me consumido....

O eterno Caê, como costumo chamá-lo. Ficou mais bonito agora, na idade mais madura.

De Alegria Alegria, e um repertório enorme, ele nos presenteou com o mais belo instrumento: sua voz.

Sua irreverência elegante, é comportamento de muitos.

Sua sinceridade em entrevistas e seus arroubos
repentinos, tudo tinha sua razão.

Seguindo a trilha de suas
composições, não há quem não se encante.

Esse cara é fenomenal! Incomparável.

Parabéns, Pela bela homenagem!

Ele merece, e muito!

Beijos

Mirse