quarta-feira, 29 de julho de 2009

MISTER GOOGLE





O google é o que sabe tudo, é o que faz de idiotas, gênios, e acabou com o ignorante. Não muito tempo atrás, o cara só citava livros e autores que de fato conhecesse e lesse. Hoje não. O cara cita Shakespeare, Goethe, Voltaire, Rimbaud, Dostoievski, machado de Assis, tolstoy, Balzac, Platão, enfim, cita os grandes, que nunca leu, e passa por culto.

Li muito, hoje não leio quase nada , com exceção de Shakespeare e João Cabral, mas aviso: sou um autodidata, menos que um intelectual , mais que um apedeuta (gosto dessa palavra, por lula ter sido assim chamado por Paulo vereza, como acho lula uma anta, e sou contrário a tudo que seja referência aquela abominável criatura de barba, emprego-a com relação a mim ou o que fosse o revés de mim.) li ótimos livros, várias vezes, e acho a maior idiotice do mundo o cara que lê Jorge amado. E não é implicância com Jorge, é com todos esses livros inúteis que se lêem pela vida afora para se parecer culto.

Li livros clássicos, só gostava deles e só gosto deles . fim de papo. Hamlet eu li em livro, no barato, umas vinte vezes, filmes com o Gibson, branagh(o melhor), lawrence Olivier. Já li Hamlet na net de uma sentada. E não vejo razão para ler livros menores. Nelson Rodrigues conta que certa feita um sujeito com ar de Google(o que sabe tudo) perguntou o que ele havia lido, e o Nelson disse: Dostoievski. O sujeito então disse: sim, e o que mais?

E ele: Dostoievski.

Depois ele conta em suas crônicas(que devem ser lidas) que um ser o sujeito pode viver para um livor de Dostoievski, mas não precisa ler coisas inúteis. Tudo bem, nenhum escrito pode ser útil, e se é ,não é literatura. Você precisa ler Shakespeare todo, ai verá que depois disso, existe uma grande inutilidade em se ler, sinceramente, quem lê Shakespeare, não vai querer ler Saramago. Falo de pessoas normais, não intelectuais. Li menos de uma centena de livros, desconsiderando as releituras, e digo: Nelson acertou, mais uma vez ao dizer: ler pouco, reler muito.

Machado de Assis ou Chico Buarque?

Montaigne ou Nietzsche?

Platão ou esses livrecos de auto-ajuda?

Fico sempre com a primeira opção. E sobre todos Shakespeare, e sobre o bardo, o GOOGLE.

Um comentário:

Mirse disse...

Concordo em Gênero, número e grau!

Mr. Googlespear.

Em lendo Shakespeare, atentamente, pode-se apenas retê-lo como leitura e já domina quase meio mundo.

Adorei sua postagem. Sei que Lula é tudo isso, mas ...e as covinhas?


Beijos

Mirse