sábado, 11 de julho de 2009

O CAÇADOR E SEU REMORSO




Como quando eu choro me lembro do bem quer me fazes, ou me fez e talvez não me faça. Ou o quanto eu destruo quando me sinto só. E ainda pelo que choramos, sim porque nunca fomos riso, sempre lágrimas, sempre amor, mas com lágrimas.

Quando eu tento te arrancar de mim, excluindo o teu texto como se o teu texto excluísse você. Ou quando te trato mal, e até te corto com palavras que te sangram, mas que me sangram mil vezes mais, porque em ti elas são aliviadas por não terem sido proferidas por ti, e em mim me desespera o te ver sangrando, sangrar, e saber que eu desferi o golpe, que eu assassino-vítima, réu que sofre a dor de ser criminoso, caçador com pena do que caça, algoz que desfere um golpe na própria perna, no coração do bicho, e descobre na dor da presa gemendo, que o que ele feriu não lhe é alheio, ao contrário, lhe de dentro, e ao ver o sangue do bicho quase que sem força, descobre que feriu o próprio coração.

Um comentário:

Mirse disse...

Well. essa postagem "MATA" qualquer ser humano sensível.

"E ainda pelo que choramos, sim porque nunca fomos riso, sempre lágrimas, sempre amor, mas com lágrimas."

Em qualquer vida, em qualquer época, para quem quer que tenha pensado ao postar, é linda!

Mais linda que tudo que já li.

Amanhã, seu níver!

Antecipo os parabéns!

Óbvio que o teclado está molhado.

Mas lágrimas produzidas pelo organismo ao sentir no amigo o sentimento dos mais profundos, vale!

Como vale ser sua amiga Ad Eternum

Beijos

Mirse