segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

DE REPENTE

O MANUSEIO DE CARTAS DE MEU PAI,

O BEIJO DE CORISCO EM DADÁ,

O MEU FILHO OLHANDO PARA MIM,

EU OLHANDO PRA NOITE DO LUGAR,

E DO NADA APRENDENDO A COMPREENDER,

SER VERDADE O QUE APRENDI NA DOR:

QUE DA VIDA O QUE PRESTA É O AMOR!

SÃO AS COISAS QUE GOSTO DE FAZER.

VER QUEM DIZ O QUE NÃO PODE PENSAR,

VER CALADO OS QUE TEM MUITO A DIZER,

E MEDROSOS OS  QUE DEVERIAM AGIR.

ESCUTAR O QUE ESCUTO DE VOCÊ,

E SABER QUE ME FALAS COM RAZÃO.

NA CHUVINHA SAIR PRA COMPRAR PÃO,

NO CALOR SAIR PRA NAMORAR,

ESTANDO CONTIGO NÃO TE AMAR,

SÃO AS COISAS QUE FAÇO SEM GOSTAR.

VER A VOLTA DO VASCO E ME GABAR,

DE SER ELE O TIME DO AMOR,

QUE CAIU, MAS LIGEIRO LEVANTOU,

E NO TOMBO SE VIU A DIFERENÇA,

DOS QUE AMAM, E OS QUE SIMULAM AMAR,

DE QUEM GOSTA SOMENTE POR GOSTAR,

E DE QUEM FAZ DO AMOR SUA MISSÃO,

E VOLTOU PRA ONDE ERA SEU LUGAR,

SÃO AS COISAS QUE GOSTO DE GOSTAR.

2 comentários:

Fofurete disse...

DERREPENTE... um sonho desfeito me entristeceu e do nada vc apareceu! E sendo vc meu sol...os meus dias preencheu, me presenteando com sua vida,a alegria renasceu. DERREPENTE...o amor mais puro nos enviveceu e o desejo nos acendeu nos dando o calor que nem o próprio sol nos deu. Sigo te amando de um jeito único e que vc não queria, e sendo sempre o meu sol... serei sempre sua lua...e DERREPENTE...o fenômeno raríssimo nos satisfará. TE AMO!

Mirse Maria disse...

Um soneto, Well!

Que lindo!

Como é lindo o amor entre vocês.

Beijos

Mirse