segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O BREGA

A longo prazo nada fará sentido, nem dietas, nem o que faz sentido hoje. A longo prazo se terá uma nova tecnologia, um novo modo de a humanidade encarar sua transitoriedade, sua falta de sentido.
O sol, nós, tudo, antes ou depois, se acabarão.
O que eu acho que nunca passará é o amor. Porque no dia que isso se der, nunca isso se dará, o que houve antes, o que haverá depois, não terá mais sentido.
Texto brega?
É, mas quero falar disso, falarei. Não de amores óbvios, nem de casais. Do amor cotidiano, solidário, humano. De um amor de um ser humano por outro ser humano.
De um amor pelo que a dor sentida no outro, na perda do outro, no outro, pelo outro.
Para falar de amor sem interesse, nem motivo, recorro à Jesus Cristo.
Sim, porque de sua boca, e não há aqui nenhum lugar para o religioso, sairam as palavras que deram forma ao que chamamos amor hoje.
Um ateu tem todo o direito a não crer, mas é impossível negar o “se alguém te bater no rosto, oferece a outra face”, ou “se amas só a quem te ama, que bem fazes?” ou a mais dilacerante das falas amorosas que o mundo conheceu. Quando perguntado quantas vezes se deveria perdoar, sete?
Cristo responde: setenta vezes isso.
Amor é palavra desgastada, usada a toda hora, sem pensar o que representa. Repito aqui, embora saiba do meu ridículo, pelo menos aos que não estão dentro de mim, e são todos: amo!
Nunca irei me arrepender por escrever esse texto, nunquinha. Não sou piegas, muito menos bonzinho, mas amo. E me amo por isso (a frase é de mirse, que eu amo), sim, uso a frase de minha amiga para dizer que amo, e não tenho vergonha de meu chorar, do meu amor.
E choro porque vejo gente suja na calçada com frio e fome. Porque vejo crianças que apanham, essas coisas. É um choro digno, justifcado, qualquer um chora. Mas tem outros chorares, e são belos como os primeiros, que para mim são diários, que me fazem orgulhoso de mim.
Um poema como “BUTOH”. Caetano chorando na morte de jobim, meu pai cantando “ assum preto” pra minha irmã, a dor do filho perdido,chorado pela mãe (lu) e por mim, embora sequer tenha visto a criança. O rio capibaribe, cristo, o mar de madrugada, tudo isso já me arrancou lágrimas, e me orgulho delas.
Amo!
Sou brega sim, mas vou te contar,e já começo a querer chorar, no dia que moacy cirne montou guarda para ver o sangramento de uma barragem, compreendi o valor do amor e da poesia, me tornei poeta de fato, poeta de mim mesmo, como moacy, como o maior de todos os poetas, Jesus Cristo, que além de poeta, além de tudo, ainda deu a solução para todos os nossos problemas, mas todos mesmos, se fosse seguido esse conselho do nazareno, bastaria seguir só esse, o mundo se transformaria em paraíso. Mas o mundo não tem amor, e eu sou brega, e amo minha breguice.
O conselho:

“AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI”
JESUS CRISTO

Um comentário:

Mirse Maria disse...

Lindo, Well!

Você não é brega, brega é quem nao prega o verdadeiro amor. O amor compaixão, o amor misericordioso, o amor de sofrer o que sente o próximo com seus erros e limitações , muitas vezes menores que as nossas.

A amizade verdadeira, carrega a cruz do AMOR de Cristo. Sua filosofia, a cristã, jamais acabará e nunca será brega!


Sendo assim, Aplaudo sua bela postagem!

Beijos

Mirse