sexta-feira, 5 de março de 2010

O ATEU DE RIMBAUD

JÁ NÃO CREIO EM MIM, MENOS EM DEUS, POUCO NAS PESSOAS, NADA NA BONDADE, NO ALTRUÍSMO, NO BEM COMUM, NOS POLÍTICOS, NA POLÍCIA, NAS MUDANÇAS, NAS MULHERES, NOS HOMENS, NA LIBERDADE, NO TALENTO, NÃO CREIO MAIS EM NADA FORA DO ÂMBITO DA LÓGICA, SEM AMBIVALÊNCIAS, TRANSCENDÊNCIA, MISTICISMO, REPUTAÇÕES, VULTOS, TOTENS.
A ÚNICA COISA REAL QUE EU VEJO É O FIM, O CAOS, O NADA, E AINDA ASSIM SOU FELIZ, SIM, SOU FELIZ, COM MINHAS DÍVIDAS, MEUS HIATOS, MINHA MORAL PESSOAL, MINHA COMPULSÃO PELO ERRO, MEU EXCESSIVO AMOR PELA MADRUGADA E PELO SEXO, E PELO JOGO, E POR UMA COISA ESTRANHA, QUASE ABSURDA PARA O PERSONAGEM QUE TRACEI DE MIM, PELO QUE VEJO AO ME OLHAR NO ESPELHO: AMOR. SIM, SOU AMOROSO DEMAIS PARA MEU CARATER DESTRUTIVO.

Um comentário:

Mirse Maria disse...

Oi Well!


Não conheço seu caráter, não o reconheço destrutivo, às vezes não sei se o conheço.

Mas enquanto se amar, resta a certeza da esperança!

Beijos

Mirse